sobre o blog

A ideia de fazer um blog para o acompanhamento do desenvolvimento da dissertação de mestrado surgiu num momento em que minha pesquisa já está adiantada. Minha qualificação será depositada em 20/06/2013!! Por este motivo alguns posts serão publicados com atraso, mas nem por isso terão menos importância na descrição do processo.

A esta altura já fiz levantamento, produzi artigo, visitei a obra (a 200 Km de Macapá!), colhi informações e agora trato de organizá-las.

Assim como é fundamental, vez ou outra na fase de dissertação propriamente dita, mergulhar mais profundamente numa busca solitária de escrever algo que faça sentido, também é importante apartar-se do problema procurando distração fora do assunto em questão (como se isso fosse possível).

Numa dessas ocasiões assisti a um filme americano, cujo nome não me lembro, mas ficou gravada a citação de uma frase, supostamente dita pelo presidente da República cuja foto está na nota de cem dólares: “Todo problema é uma oportunidade disfarçada”. Mas, como identificar um problema?

No meu caso, desde o princípio meu objeto estava definido: Vila Serra do Navio, projeto do arquiteto Oswaldo Bratke, 1955, no Amapá. A obra é riquíssima sob diversos pontos de vista e foi muito difícil eleger um olhar específico, ainda que os recortes geográfico e temporal fossem praticamente dados.

Depois de ter feito um breve levantamento e deixado algumas possibilidades de lado e outras para o futuro finalmente cheguei às soluções projetuais e construtivas porque, entre as minhas maiores preocupações está o afastamento do arquiteto do universo da construção.

Especificar não é o bastante. Há que saber fazer para saber propor.

E como aprender a fazer?

Parto de minha experiência em frequentar canteiros de obras, ateliers de marcenaria e serralheria a fim de conhecer as possibilidades. Começo observando como se faz. Desconstruindo com o olhar e se possível registrando com desenho ou foto, cada elemento de meu interesse. Pesquisando soluções anteriores propostas pelos grandes mestres e outros. Entender as partes para compreender o todo. De que e como é feito.

É disso que pretendo tratar nesta dissertação.

A metodologia está em construção, mas o caminho já está definido: será apresentado em três volumes distintos e cada um terá uma parte textual e outra não textual.

não textual será construída com o auxílio de artefatos como maquetes, desenhos, fotos, filmes para mostrar a atualidade das soluções propostas pelo arquiteto cujo resultado é uma arquitetura leve, confortável ao corpo e ao espírito, num sítio em condições extremas de luz, umidade e calor.

PRESENÇA (a obra – tectônica)

PERTINÊNCIA (o projeto)

PERMANÊNCIA (o amor do público pelo patrimônio)

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